
Agenda, necessaire, celular, bolsa com caneta, talão de cheques, fone de ouvido, papel para anotação, caixa de pastilhas, chaves e carteira. A soma de todos esses apetrechos resulta em um peso de 3 kg na bolsa da analista de suporte Lydia Park. “Também tenho duas caixinhas para meus óculos de sol e de grau. São pesadinhas, mas sempre estão na minha bolsa”.
Com a justificativa de “estar pronta para tudo”, tem mulher que carrega o mundo na bolsa. Ou nas bolsas. A publicitária paulistana Ana Laura Tonin, 24 anos, tem 15 modelos diferentes. “Uso no dia-a dia. Também tenho quatro que uso em festas, além daquelas que ficam guardadas no armário. Eu não uso, mas não consigo me livrar delas”. Em algumas ocasiões, admite, carrega até 4 kg no ombro.
Apesar da praticidade, carregar muitos itens na bolsa pode gerar problemas de saúde. A fisioterapeuta moratense Flávia Pinheiro Bertaglia diz que bolsas muito pesadas podem causar dores nos ombros, processo inflamatório, dores de cabeça por compressão, tensão e tração na região cervical (pescoço) e problemas posturais devido ao excesso de peso e ao tempo prolongado de inclinação do corpo para um dos lados.
A afirmação da especialista é confirmada com as queixas de Lydia. “Sinto uma dor que pega da mão e vai até a coluna”, lamenta.
De acordo com Flávia, é preciso ter bom senso na hora de escolher a bolsa para evitar problemas de saúde. “As bolsas mais indicadas são as de tamanho pequeno, alças curtas e com pouco peso”.
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